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11 novembro 2009

Tem dias que nada vem a cabeça, 
uma xícara de café,  tiro as teias dos dedos, 
digito algo que não tem sentido algum, penso, 
olho pela janela, vejo as gotas de chuva, novamente, garoa.
O calor passou, 
a roupa balança no varal e quase seca volta a umidecer. 
Sento, olho novamente pela janela.
O sol voltou, a roupa volta a secar.
Ao som de algumas palavras francesas,
um misto de instrumentos não reconheciveis, 
viajo na sala, rodopio de olhos fechados 
ergo os braços como se fosse me deixar carregar pelo som. 
Nostalgia.

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