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22 novembro 2012


 Ela sentada com uma xícara de café tentava entender o que se passava, e ele apenas dizia:

- agora que passou a tempestade, queria dizer que a nossa historia acabou como um filme do Almodovar.... cheia de emoções e sensações que ao meu olhar parecem tão simples... mais que no fundo toca... e sempre acaba numa mesa tomando uma xícara de chá...
não é o melhor final... nem o mais marcante...
mais o que importa é o que foi vivido
durante todo o percurso



Ela:
- Talvez,
depende de quem vê.
Ele:
-Digo ao meu olhar
 Ela:
-Pode ser mesmo
não gosto apenas do que vivo,
gosto de não ter finais na verdade
mas aprendi
que todos os livros
um dia acabam,
secam as palavras
as inspirações,
acaba tudo
e outro livro se escreve. São ciclos
como tudo na minha vida, que começa e pára pelo meio do caminho,
amizades,
amores,
tudo.
Mas agora já consigo me erguer,
fazer meu ciclo funcionar
sem voltar ao mesmo.
Não vou deixar qualquer coisa ou pessoa mudar meu rumo
ou me deixar triste.
Os dias tem passado muito bem, cada vez mais
tenho a certeza que estou em paz,
que não fiz nada errado,
nem falei demais.
Recebi
carinho,
amizade
e um pouco de diversão
viva!
Os caminhos se cruzaram, foi um longo cruzamento, mas todos os cruzamentos tomam rumos diferentes.
Eu acredito que todos temos escolhas
em mudar os rumos,
os caminhos
as historias,
companhias.
Nem todos estão prontos
para partilha-los;
a maioria das pessoas tem medo das diferenças, e procuram pessoas iguais ou muito parecidas para se relacionarem.
Gosto das diferenças, eu acrescento , e a pessoa me acrescenta, isso me basta.
A questão é que mesmo assim todas as histórias se repetem, mais tarde quando os sinos das duvidas pararem de ecoar na mente cheia de preocupações , o os corações vazios sentirem que precisam ser preenchidos, a ausência de uma segunda voz, e o equilíbrio das diferenças, vão fazer mais falta do que hoje se possa perceber.

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