Em meio a sons alternativos, cercada de jovens e do leve cheiro da madeira manualmente trabalhada, o contraste de nuvens no céu azul. Por volta das 15 horas de domingo, ouvi notas espalhadas em ritmo constante, conhecida, marcada por outro momento em outra praça qualquer, me deparei novamente aquele senhor que um dia sorriu pra mim.Me ajoelhei alí mesmo nas ruas antigas do Largo, ouvindo aquela melodia como se parte da minha história voltasse e me fizesse sorrir outra vez.. sorri, como criança, feliz por ver aquele rosto que ja não me era mais estranho. Não me lembro quanto tempo fiquei alí, câmera na mão a espera de uma brecha entre a multidão para que apenas ele ficasse em foco.
Ele me viu, mais uma vez. Embora não reconhecesse meu rosto, olhava com a mesma serenidade e sabedoria, sem dizer sequer uma palavra, sem deixar de movimentar incansavelmente seu acordeon. Olhei alí mais uma vez, sem saber quando o veria novamente. Continuei caminhando, sorrindo, com o coração leve e olhos fixos nas imagens que havia registrado, grande cena, imedivel sentimento de felicidade.
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