O vento que tocava em meu rosto me fez acordar, a luz entrava pela janela, como se me desse uma nova chance de começar. Havia acordado bôemia demais para isso, levantei e fui até a cozinha. O cheiro do café deixado em cima da mesa na noite passada misturava meu estômago e revirava meus pensamentos, não gostava daquele sentimento.
Abri a porta de trás avistando o enorme bosque nos fundos de casa e o cheiro de orvalho fresco. A manhã estava fria, uma neblina suave formava arcoíris ao refletir o sol, nada me faria sair dalí.
Embora tudo que acontecerá naquele momento me desse motivos para sorrir e levantar cheia de alegria, mas , nada me faria apagar o que havia passado.
O conhaque na garrafa envelhecida que guardava há anos já estava pela metade quando me sentei na espreguiçadeira de madeira na varanda. Podia sentir o vazio no meu estômago e o calor daquele conhaque escorrendo por meu interior.
Fechei os olhos e ouvi fixamente a musica que tocava, Blue Ridge Mountains - fleet foxes. Um trago profundo naquele cigarro e uma lágrima.
Sem motivos, abriu a porta de casa e se foi, por quê?
Abri a porta de trás avistando o enorme bosque nos fundos de casa e o cheiro de orvalho fresco. A manhã estava fria, uma neblina suave formava arcoíris ao refletir o sol, nada me faria sair dalí.
Embora tudo que acontecerá naquele momento me desse motivos para sorrir e levantar cheia de alegria, mas , nada me faria apagar o que havia passado.
O conhaque na garrafa envelhecida que guardava há anos já estava pela metade quando me sentei na espreguiçadeira de madeira na varanda. Podia sentir o vazio no meu estômago e o calor daquele conhaque escorrendo por meu interior.
Fechei os olhos e ouvi fixamente a musica que tocava, Blue Ridge Mountains - fleet foxes. Um trago profundo naquele cigarro e uma lágrima.
Sem motivos, abriu a porta de casa e se foi, por quê?
A discussão rotineira e os velhos hábitos nem me incomodavam mais. Eu podia ser o que quisesse naquela manhã, mas continuava sendo eu mesma, sentada na velha cadeira de madeira, um copo redondo e fundo de um alcoólico e a névoa de cigarro escondendo meu rosto, mais uma vez, como todos os dias.
Nem percebi quanto tempo fiquei alí. Levantei, fui até a cozinha .
Já era quase meio dia e eu ainda estava alí, em pé diante da pia cortando algo qualquer numa tábua desbotada, adorava a simplicidade daquele lugar.
Voltei a varanda dos fundos e olhava fixamente as gotas de chuva fina, sem qualquer pensamento fechei os olhos e quase cochilei, foi quando ouvi o ranger da porta de entrada. Corri até a sala e vi alí, parado em frente a porta, molhado da chuva, com suas calças largas e a jaqueta de couro que usava no dia que o conhecera, eu com minhas calças de pijama e o copo na mão não me importei com mais nada, abracei-o com tanta força que quase prendi sua respiração.
Mil pensamentos e nenhuma palavra, a cadeira da varanda agora pequena, e os braços dele envolvidos em minha cintura. As gotas de chuva mais fortes e o cheiro de madeira molhada. Era quase uma cena de filme. Uma lágrima correu em meu rosto mais uma vez.Não precisava de mais nada, um gole acompanhado no resto do conhaque na garrafa, um leve sussurro no meu ouvido. Fechei os olhos. Acordei.

Nenhum comentário:
Postar um comentário