Volta e meia sempre a mesma conversa, de como tudo seria resolvido.
Lembrou-se daquelas vezes onde conversavam e mantinham aquele olhar fixo, sem nem mesmo dizer já sabiam. O fato, é que tudo aquilo não seria como antes.
A corrente havia sido quebrada, de ambos os lados talvez, mas a noticia daquela semana a deixaria completamente arrasada.
Ele havia dito que já não estava mais aguentando aquilo tudo, e foi apartir desse ponto que tudo começou a se quebrar.
Os telefonemas ja não eram mais tão calorosos e receptivos, as conversas pareciam tomar rumo diferente, ele finalmente falou:
- Fiquei com ela!
O mundo desabou naquela hora, como se todos os sonhos tivessem sido sugados e apagados de forma irreversivel, aquela letra maldita daquela música ecoava em sua mente, e as fotos e palavras escritas e trocadas entre os dois confirmava tudo.

Ela sabia que jamais seria a mesma coisa.
Tantas explicações foram dadas, mas quem iria apagar ou sufocar aquilo que ela estava sentindo.
Por quê ele teve que ficar com ela? Pra que?
Matar a sede e o desejo de ter alguém? Levantar o ânimo? Por quê? Faltavam tão poucos dias pra tudo se resolver, mas agora estavam alí, de frente um para o outro, com aquela angustiosa confissão.
Sua cabeça girava, as palavras dele fincavam cada vez mais no peito dela.
Levantou e correu ouvindo ele chamar seu nome, pedir desculpas.
Sentou-se na beira da calçada, olhou em volta os copos cheios de bebidas, quase podia sentir o gosto amargo delas. Sorrisos lhe ofendiam, e qualquer ato de faze-la acreditar que não havia sido nada importante não iria resolver. Só o tempo poderia apagar aquele sentimento de raiva, tristeza, ciume, inveja, e rancor de si mesma. Essa mistura sufocante ficaria em si por muitos dias até esquecer aquela frase.
Passou a noite alí na calçada, sentada, chorando, pensando, sem saber o que fazer. Quem dera tivesse uma soluçao para o tempo.Ele pediu desculpas mais uma vez, mas e ela? Só o tempo iria curar, apagar, esconder, e montar uma nova história e novos sonhos.
Valeu a pena?
E amanhã ?
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