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20 dezembro 2010

O protesto


 *noticia extraida do site:
http://www.apedreiraenossa.com.br/
 
As Ruínas de São Francisco, no Largo da Ordem, foram palco do show A Pedreira é Nossa!, no último domingo (12). No evento, 11 bandas e cinco poetas que trabalharam com Paulo Leminski pediram adesões à campanha que pede a reabertura da Pedreira Paulo Leminski, fechada desde 2008. A campanha já conta com mais de 16 mil assinaturas. Apesar da chuva que caiu durante parte do show, cerca de 1,5 mil pessoas passaram pelo local durante as quatro horas de apresentações, iniciadas às 12h30.

 CLIQUE e Confira Matéria da RPC sobre o manifesto
“Foi uma prova de que nós curitibanos precisamos e queremos cultura e apresentações na cidade, na rua, em qualquer lugar. E a Pedreira, sendo um espaço público, um dos maiores símbolos culturais de Curitiba, não pode permanecer fechada”, afirma o vereador Jonny Stica (PT), um dos idealizadores da campanha. O parlamentar se diz confiante num acordo que regulamente a volta dos eventos ao local. “Estamos na fase pericial no momento. Mas tanto os moradores do entorno quanto os produtores já concordaram numa regulamentação para que ninguém seja prejudicado com a volta dos shows”, revela.


Toda a produção do evento – realizada por integrantes da campanha – foi bancada com o apoio de produtores da cidade, bares, casas noturnas e artistas curitibanos. Os músicos, por exemplo, não cobraram cachê para se apresentar. “É uma causa em prol da cidade. Toda a cadeia de produção musical em Curitiba sofreu com o fechamento da Pedreira. É hora de recolocar a cidade no mapa dos grandes eventos”, conta Igor Cordeiro, vocalista da banda Supercolor e um dos participantes da campanha. “Além disso, eventos como os deste domingo, em um espaço público e gratuito, ajudam em outra deficiência da cidade, que é a formação de platéia”, avalia.

Apresentaram-se no show as bandas Jacobloco, Loudog, R3, Supercolor, Gentileza, Anacrônica, Rosie and me e Djambi, além dos músicos Pablo Portes, Fabio Elias e Rodrigo Lemos, além de uma palhinha de Saul do Trompete.

"É emocionante ver tanta gente reunida pedindo a volta de um espaço que ostenta o nome de um dos maiores artistas que Curitiba já teve”, diz o cartunista Solda, um dos maiores parceiros que Paulo Leminski teve.

Confira as fotos do show aqui http://bit.ly/efWVzo.
Quer saber como anda o manifesto? http://www.apedreiraenossa.com.br/ 
""   Totais responsáveis http://mordidaoficial.wordpress.com/

Nota de leitora

 Nota escrita em scrap no Orkut sobre o Ultimo Post A Pedreira é Nossa - Curitiba grita por seu espaço de volta! , no perfil da escritora Paola
 

Fãs da banda Iron Maiden na Pedreira em 2008
"muito bom o blog.
Eu concordo com sua indignação, perder shows incriveis por falta de espaço em uma cidade como Curitiba é ridiculo, a prefeitura em parceiria com o estado tem por obrigação assegurar um espaço para tais eventos, afinal estamos falando de empregos diretos e indiretos e de movimentação na economia da cidade, sem falar q ter q sair do seu estado pra outro nas redondesas pra assistir um show é mais q inviavel.
Mas eu tbm não posso descordar das familias q tem a sua segurança e paz, pertubadas em dias de eventos no local, frequento shows aqui em PE e ate mesmo os mais singelos são causadores de barulho, sejeira e uma certa desordem antes, durante e depois do evento. Imagina uma senhora de 40 anos q não gosta de B.E.P, Iron Maden...como nós, tedo seu sono pertubado e ainda assim tendo de trabalar no dia seguinte! imaginou? não é tão facil assim resolver esse problema.
acredito q a melhor solução seria grandes eventos serem comportados em um lugar longe de moradias, dessa forma ira agradar a gregos e troianos!

:) " nota da leitora Jéssica Costa
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"Pois é Jéssica, li sua critica e acho muito bom colocar sua posição. Acontece que no mesmo local, fica o famoso ópera de arame, onde tem shows como Roberto Carlos e bla bla bla, gerando a mesma "desordem" e barulho, e os moradores não questionam. Por que somente o local ao lado (ou seja a pedreira) tem que ficar desativada? Se os dois são marcos para a cidade, pontos turisticos ,locais para shows, e foram construidos antes mesmo desses mesmos moradores morarem nas redondezas, pq um espaço que antes funcionava tão bem e gerava renda para as dezenas de comercios locais deve ficar fechado?
  Fica a observação, que tb é dificil perceber a dificuldade da situação estando tão longe e não conhecendo o local, onde situam-se grandes mansões, ou pequenos comerciantes anciosos por movimento ;]
Dificil agradar a gregos e troianos, mas se os moradores compraram no local suas residencias sabendo que ficavam ao lado da pedreira, porque agora querem o direito de reclamar de algo que ja existia ?
Fica a ideia, e a observação, de que todo espaço reservado especificamente para demonstrações culturais deve ser respeitado, e lembrar até mesmo a esses moradores, que no local , assim como toda cidade de curitiba, todo evento é extremamente reforçado em limpeza e manutenção, onde nada fica jogado em rua quando acaba o show.
agradeço muitissimo sua crítica, e continue a observar o blog, em breve terá muitas novidades.
att.
Paola Vitoracci" resposta da escritora
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Resposta

"Realmente não sabia dessas observações e elas mudam e muito a minha opinião.
Vocês têm razão, se o local é bem cuidado e existe outro espaço ao lado também dedicado a shows, fechar a pedreira é ate mesmo escuso. Acho que não devia ter me mencionado sem antes saber um pouco mais a respeito, mas me baseei no que havia no blog e lá não constava que eram ricos querendo implicar. Vocês já tentaram fazer uma assembléia com eles? Se já e não deu certo, acredito que só abaixo assinado ira resultar em alguma solução. Sinto muito por vocês, pelos comerciantes que devem estar às mocas e pela cidade como um todo que perdeu (espero que temporariamente) a pedreira.

Obs. coloca no blog que os moradores são ricos e que os comerciantes estão passando por dificuldades, dessa forma acredito que outros assim como eu iram compreender melhor a situação.
Obs2. Vou continuar sim vendo o blog, ele é bem interessante.

:)" leitora Jéssica Costa

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"hahaha , é normal que dê sua opnião mesmo sem saber , nem teria como escrever tudo no post pois senão seria um mega texto, mas foi importante sua réplica na mensagem enviada agora.
Já foram feito vária assembeias, e abaixo assinado, protestos virtuais, conversas longas com responsáveis, e protesto em rua, mas as coisas ainda estão em andamento. Há moradores de posse alta, e moradores de classe baixa também, mas há sempre influencia da parte dominante ($) se é que me entende.
A banda MORDIDA (banda Curitibana ) que está responsável pelos manifestos e conversas, unida com várias outras bandas também curitibanas. Obrigado mais uma vez por sua resposta." escritora



Quer mandar sua crítica também? Quer ler sobre algum assunto ou ver sua noticia aqui?
mande um email para Moderadora ou através do perfil Paola Vitoracci no Orkut . Pode ser sua noticia, com foto ou não, ou apenas sua palavra sobre algo para ser publicado aqui no blog Mil Gavetas, ou apenas comente em algum post.

Abram suas Gavetas!


01 dezembro 2010

A Pedreira é Nossa! - Curitiba grita por seu espaço de volta!

Em 2008 a Pedreira Paulo Leminski em Curitiba recebia seu último Show.
O Juiz Douglas Marcel Perez, da 4.º Vara de Fazenda Pública de Curitiba,
recebera no mesmo ano um pedido feito por uma
Ação Civil Pública do Ministério Público do meio Ambiente,
e fechou a Pedreira, por motivo de abaixo assinado feito por
134 moradores que moram ao redor do local e reclamavam
dos barulhos e agitação que acontecia na Pedreira em dia de eventos.

Desde então, a Pedreira permanece fechada, seguida por várias movimentações virtuais em prol da reabertura, possibilitando a Curitiba receber grandes shows como acontecia desde 1990.
No ano de 2010, Paul McCartney , que já tocou no lugar em 1993, não pode voltar a Curitiba pois não tinha um local que comportasse seu show.
A pedreira tem capacidade de receber cerca de 25mil pessoas, e comportar shows de bandas como
Black Eyed Peas, Bon Jovi, Beyoncé , Guns N’ Roses, e Iron Maiden, sem contar outros que já passaram por aqui, e que tocaram no Brasil esse ano e não puderam tocar na cidade.


Indignados com a falta de espaço e a decadência de Curitiba
em relação a grandes shows, a banda MORDIDA (banda Curitibana)
mobilizou um baixo assinado virtual e um BASTA apoiado por bandas como
Anacrônica, Gentileza, Supercolor, Big Time, Fabio Elias, R³, Blindagem,
Pablo Portes, Lou Dog, Rosie and Me, Rodrigo Lemos e Jacobloco.

Empenhados em ter o famoso espaço para shows novamente, as bandas, e com certeza centenas de curitibanos se reunirão nas Ruinas de São Francisco no bairro Largo da Ordem no dia 12 de dezembro apartir das 12 hrs,  para uma manifestação pública, gritando para Curitiba sua indignação com o fechamento da pedreira, e possivelmente conseguir então reativa-la.

Nós curitibanos e loucos por shows esperamos que os grandes show possam voltar a passar pela cidade, e não precisemos mais ir a São Paulo, Florianópolis, e Porto Alegre para curtir grandes eventos.

Você que é curitibano, ou você que nem curitibano é, mas também se sente indignado com o fato de dezenas de bandas incríveis não passarem por nossa cidade e nosso país por falta de espaços, grite também!
Participe do Abaixo Assinado e nos ajude a ter nossa Pedreira de volta!

Nos apoie nessa idéia!
http://www.apedreiraenossa.com.br/manifesto

24 novembro 2010

Déjà vu

Andando pelas ruas de chão de pedra, tropecei algumas vezes enquanto me distraia
com a neve caindo sobre o rosto.
Já  distraída com  a música mais uma vez, via os ônibus passarem e os táxis
misturados em meio a filas imensas de carros.
Paris, como sempre quis.
Andando por alí e pensando nas decisões e nas inconstâncias dos dias que seguiam
frios e nebulosos. Não era depressivo, era bom.
Todos os dias saía do hotel , um prédio antigo com toldos vermelhos e cortinas
brancas destacando os ferros rusticos das sacadas de estilo europeu. O cheiro da neve e a
sensação de déjà vu todas as manhãs.
Sempre que andava na parte de trás do jardim conseguia ver escavações cuidadosas
e objetos centenários em meio a neve.
O cheiro da neve era bom, não era gelado, era doce, um misto de ar gelido e doce,
com notas terracota e capim fresco. O café servido no delicioso restaurante na cobertura,
com janelas silenciosas e uma vista incrível para a cidade,
conversas dispersas enquanto estava alí, concentrada no café,
nos pãezinhos servidos com um patê com um sabor queijo delicioso.
Andei pelas ruas ainda de manhã, passei por lugares incriveis e vi pintores na calçada
desenhando crianças que brincavam com pombos na praça, ouvi badalar de sinos,
e nem percebi o tempo passar. A noite chegava silenciosamente, quase imperceptivel,
só era possivel nota-la pela queda de temperatura gradativa que me deixava com
o nariz vermelho e gelado.

As luzes se fechavam misturadas as estrelas, eu com minhas botas vermelhas e minha câmera nas mãos, registrando cada momento.
Lembro perfeitamente do cheiro, da cor, do som, Paris é tão linda quanto dizem, talvez até mais linda do que nos filmes que a eternizaram como cidade luz.
Eu estava alí, sozinha, com meus pensamentos, meus projetos, estava comigo, apenas eu e eu.
A solidão não me incomodava, eu gostava de estar alí e falar apenas com meus pensamentos, perfeito,
teria sido perfeito se tudo não tivesse sido um sonho bem detalhado e gravado em minha mente,
em mim.
Talvez a paixão por Paris seja algo que não dê para se compartilhar com ninguém, apenas comigo.
Você acreditou que fui a Paris? Eu também, e foi incrível.

19 novembro 2010

AZUIS

Eu queria me lembrar de como é você,
talvez eu nunca mais saiba.
Eu olhei seus olhos tantas vezes, eu senti sua respiração sobre mim
eu falei para todos como você era.
Eu adormeci tantas vezes ao seu lado, acordei tantas noites vendo você olhar para mim
acho que posso imaginar como teria sido se ainda estivessemos aqui.

Todas as vezes que fechei as janelas para a luz não bater em seu rosto,
e todas as outras que pedi que a noite jamais acabasse.
Eu queria saber como teria sido, acho que sei, é, eu acho que ainda sei.
Ás vezes andando pelas ruas consigo sentir você me observar,
eu vejo você, eu sinto você, eu vivo você todos os dias.

Lembro de todas as vezes que nos ofendemos com palavras,
e tantas outras que desejei ter você longe de mim.
Hoje eu só queria você por mais um dia.


E se hoje eu te dissesse as palavras que ja te disse um dia?
Lembro de hoje, lembro do ontem, lembro de cada rua por onde passamos.
Eu contei para todos como era você, eu olhei dentro de você tantas vezes e nem consegui ver como você realmente era,
você gostava de café, você olhava para as nuvens ao amanhecer
Seu rosto se iluminava quando o sol nascia, tua luz me iluminava
eu gosto de lembrar, eu sinto você comigo

Então por que estamos longe? Por que ainda desejamos estar longe?
Você ainda sente minha falta?
Eu me deito todas as noites e fecho os olhos
posso lembrar de você, eu me lembro de você

Não sei escrever uma canção, não consigo nem te dizer novamente aquelas palavras.
Como seria se você ainda pertencesse a mim?
Pode ser cedo para dizer que não, ou tarde demais para desejar isso tudo mais uma vez

Eu gosto como a lagrima corre pelo meu rosto todas as noites
eu gosto das batidas no meu peito, gosto de ouvir sua voz
eu sinto você cada vez que elas caem,
é eu acho que você também se lembra
eu lembro
nos pertencemos
 todas as cançoes dizem isso você não vê?

Quero ficar mais uma noite com você,
você sempre olhará pra mim , todas as noites
eu estarei com você em todas elas
eu já disse que sinto saudade?
 Isso basta para você voltar?

Fique essa noite comigo, me encontre na estação, me abrace mais uma vez
eu quero ser seu sol quando amanhecer,
quero iluminar seu rosto.
Não você não pode fazer nada para mudar isso, eu sei,
eu sempre irei sonhar com o dia
em que seus olhos refletirão minha imagem mais uma vez.
 Fique comigo mais uma noite
eu estarei aqui quando amanhecer.

Sinto uma lagrima descer em meu rosto enquanto eu olho para a janela
eu sinto você, você ainda é o mesmo, sempre foi.

E se você pudesse ler minhas palavras, se pudesse ouvi-las
eu pediria para você jamais ir,
Você sente minha falta?
Eu sei que pertenço a você.
Como farei nos próximos dias em que o sol amanhecer e eu não estiver com você?
Não há nada que você possa fazer por mim  nessa noite.
Eu poderia ter sido melhor para você,
mas eu também não posso fazer nada até o amanhecer.
Escrevi essas palavras para você, então me retribua e fique comigo mais  uma noite
eu estarei aqui quando amanhecer.
Eu sempre estive.



foto: Tomas /fotografado:Rodolfo Magalhães


24 outubro 2010

Blog em Obras

Este blog está em obras. Em breve atualizações e novidades. Mais assuntos, mais dicas, mais textos, e mais fotos. Ainda insisto, enquanto isso leia um livro ;]

27 julho 2010

Ausência

Caros leitores, peço desculpas pela falta de atualização, mas por mil motivos me encontro sem internet e sem PC, eu sei, é muito chato isso. Mas em breve estarei atualizando, postando muitas novidades, e trazendo melhorias para vocês seguidores. Enquanto isso, leia um livro ;] Att. Paola Vitoracci

27 abril 2010

Melhor Dica do Blog!

Para todos aqueles que gostam de interagir com o mundo da informática e da comunicação, seja ela por áudio, ou visual, vale a pena conferir o melhor site de video aulas , e com certificado!
O projeto que surgiu de um sonho que demorou 15 anos para acontecer, formou-se com a dedicação do Luciano, que deu oportunidades aqueles que muitas vezes não tem tempo de frequentar uma sala de aula, ou acham isso chato, fazendo com que suas aulas fossem cada vez mais interessantes e proveitosas.
Eu, como escritora do blog Fora de Contexto,  e como cliente exigente garanto, o curso é bom pra caramba.
Vale a pena dar uma conferida. Há diversos cursos, citando alguns como ,

3D Max e MAYA
o primeiro treinamento no Brasil a ensinar por completo o 3D max, desde animação de personagens até maquete eletrônica.
FLASH TOTAL  que ensina desde o básico da web , CS5 , até Realidade Aumentada
GAME TOTAL 2D E 3D que treina preparando para desenvolvimento de jogos em 2D e 3D completos até jogos multiplayer para PC e Xbox 360

sem contar com  ADOBE ILUSTRATOR, AFTER  EFFECTS, DESENHO TOTAL (manual) , DREAMWEAVER, FINAL CUT, FIREWORKS, e outros.

A questão é que não é apenas mais um site brasileiro de video aula, o site já vem vendendo suas aulas para continentes como África e Europa. Além das facilidades de pagamento em até 18x no cartão, pago pelo PayPal.

Duvida da capacidade?
separei um dos videos do site que permitem que você perceba o que irá aprender:
Curso FINAL CUT, excelente para publicitários , estudantes e profissionais de cinema, ou os que trabalham com edição de videos.



O site já foi divulgado em alguns programas de empreendorismo na rede Globo , além disso o criador desse projeto possui experiência há mais de 10 anos como programador de jogos, formado em Analista de Sistemas, Pós graduado em Marketing,  e escritor de três livros.
Consulte o site, e veja as facilidades proporcionadas e os excelentes descontos para novos alunos .Não esqueça de comentar que você conheceu o site pelo blog Fora De Contexto.

Entre em contato com o desenvolvedor: Luciano Augusto

26 abril 2010

Auto cotidiano

Sento na velha cadeira ou no sofá, tanto faz,
teclado nas mãos deixo os dedos correr por eles,
musica, um copo de chá, não, não consumo mais a mesma droga de sempre,
minha vida vai bem obrigado.
A mente flui e os pensamentos vão surgindo,
vejo anéis, branco, e a neblina lá fora.
Caminho todos os dias sobre as pedras irregulares da cidade gélida,
gosto do que vejo, gosto de sentir o gelo cortando o rosto em forma de vento.
Já nem sinto mais meu corpo flutuando em vagos pensamentos,
todo dia, todo dia,
falo, falo, não me canso.
A noite libero o cansaço e ergo os braços embalando ao som da musica, I Blame coco,
de vez enquando até chico vem visitar,
som do gato, pelos e sininhos dos guizos frequentes na sala minuscula da kitinet.
Edito fotos
Aquele embalo tocado com samba e a voz misturada a mesma que toca na antiga radiola,
eh eh ele nao é de nada....
Retrato escrito no espelho, nas letrinhas misturadas na tela branca. Gosto da sensação.

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24 março 2010

Caros leitores,
informo que andarei um pouco ausente do blog Fora de Contexto, mas é só por um curto periodo, em breve novas atualizações e um novo projeto para vocês curtirem também!
Não deixe de ler os blogs listados aqui, visite as fotos, pergunte-me, aproveite e mande seu projeto para que eu possa divulgar também.
Até breve.

Paola Vitoracci

04 março 2010

Cotidiano Mazoquista

Estranho imaginar tudo que havia passado , e eu mergulhada em vicios diários, no cotidiano cansativo e sem nenhuma novidade. Já não sei mais se o que escrevia relatava meus pensamentos, ou se era o que eu queria viver, ou se eu havia vivido.
Gostava de lembrar dos acordes da guitarra, e me embriagar com pensamentos nebulosos.
De certa forma era um amor meio mazoquista. Não sabia o porque, mas tudo que me fazia lembrar, mesmo que sofrendo, me enchia de uma sensação estranha da qual eu gostava.
Seria meu motivo de recordar, de não esquecer nunca, se eu esquecesse, as palavras sairiam da minha cabeça.
Gostava do seu jeito de me abraçar e me dar um oi repentino com aquela apertadinha na cintura, e se esconder de todo mundo rindo com o cigarro na mão, andando pelas ruas da cidade gélida.
Casinhas coloridas com paredes rabiscadas de desenhos alternativos.
Gostava da jaqueta com detalhes no ombro, do nike branco com detalhes vermelhos, da barba por fazer, dos olhos castanhos, e do sorriso, acompanhado das mãos suaves passando entre os fios do meu cabelo. Guardei cada momento, sem razão nenhuma, apenas guardei.
Eu sabia o que passava em sua cabeça, eu gostava daquela sensação de poder , da sensação de ser o centro, linda, como ele me chamava, sempre falava para todos, ela é linda.
E ele foi, a barba eu já não sentia mais, já não sentia o cheiro, nem o gelado da jaqueta de couro encostando meu rosto quando eu abraçava. Como se eu não mais existisse, um sopro, veio, e foi, simplesmente deixou de ser razão.

Foto originais: Leonardo Tomaz no orkut     
Modelo: Leonardo Tomaz

01 fevereiro 2010

I think we should go

Viva a decadência das palavras e dos pensamentos!
Acordando todos os dias com aquela sensação claustrofóbica e os sonhos que nos fazem desejar retornar no mesmo momento em que acordamos.
Mais uma tarde.
Pegando o ônibus na rua de baixo eu via todos os dias as mesmas caixas pessoais espalhadas por toda a rua, e dentro de uma delas sempre guardava ele esperando uma forma de me fazer chorar de novo. Mas não de novo, não dessa vez, qualquer coisa que me atormentasse hoje seria por fim um misto de fogo e metralha no qual eu pisaria em cima.

O fone no ouvido e no volume ultrapassando o médio, quase chegando ao máximo, alienando minha mente de tudo que passava pela rua. Minha própria trilha sonora. Sem carros, buzinas, ou os mesmos hipócritas de sempre.
Rotina dramática, presos, todos eles, sempre, mesmo que escondido.
Quem inventou essa dor e esse óbito emocional ?
Já não quero nem pensar na voz e no cheiro do gosto de Moretti.
Passo uma linha final , emendo as palavras paradeixardeentender o que escrevo, o que digo, o que faço.

I wish I could live free

             Eu desejaria poder viver livre
hope it's not beyond me     Espero que isso não esteja além de   mim
settling down takes time                 Me acomodando no tempo
one day we'll live together                um dia nós viveremos junto
and life will be better                            e a vida será melhor
I have it here, yeah, in my mind      Eu tenho isto aqui yeah em minha mente



O tempo todo tocando,  imagens distorcidas já se formavam em minha mente. Tudo em câmera lenta ao meu redor. Ainda ouço o sussurro, e quase posso tocar. Não quero mais pensar, o sinal abriu, fechei os olhos. I think we should go!

29 dezembro 2009

Bucolicamente sonhando

O vento que tocava em meu rosto me fez acordar, a luz entrava pela janela, como se me desse uma nova chance de começar. Havia acordado bôemia demais para isso, levantei e fui até a cozinha.  O cheiro do café deixado em cima da mesa na noite passada misturava meu estômago e revirava meus pensamentos, não gostava daquele sentimento.
Abri a porta de trás avistando o enorme bosque nos fundos de casa e o cheiro de orvalho fresco. A manhã estava fria, uma neblina suave formava arcoíris ao refletir o sol, nada me faria sair dalí.
Embora tudo que acontecerá naquele momento me desse motivos para sorrir e levantar cheia de alegria, mas , nada me faria apagar o que havia passado.
O conhaque na garrafa envelhecida que guardava há anos já estava pela metade quando me sentei na espreguiçadeira de madeira na varanda. Podia sentir o vazio no meu estômago e o calor daquele conhaque escorrendo por meu interior.
Fechei os olhos e ouvi fixamente a musica que tocava, Blue Ridge Mountains - fleet foxes. Um trago profundo naquele cigarro e uma lágrima.
Sem motivos, abriu a porta de casa e se foi, por quê?


A discussão rotineira e os velhos hábitos nem me incomodavam mais. Eu podia ser o que quisesse naquela manhã, mas continuava sendo eu mesma, sentada na velha cadeira de madeira, um copo redondo e fundo de um alcoólico e a névoa de cigarro escondendo meu rosto, mais uma vez, como todos os dias.
Nem percebi quanto tempo fiquei alí. Levantei, fui até a cozinha .
Já era quase meio dia e eu ainda estava alí, em pé diante da pia cortando algo qualquer numa tábua desbotada, adorava a simplicidade daquele lugar.
Voltei a varanda dos fundos e olhava fixamente as gotas de chuva fina, sem qualquer pensamento fechei os olhos e quase cochilei, foi quando ouvi o ranger da porta de entrada. Corri até a sala e vi alí, parado em frente a porta, molhado da chuva, com suas calças largas e a jaqueta de couro que usava no dia que o conhecera, eu com minhas calças de pijama e o copo na mão não me importei com mais nada, abracei-o com tanta força que quase prendi sua respiração.
Mil pensamentos e nenhuma palavra, a cadeira da varanda agora pequena, e os braços dele envolvidos em minha cintura. As gotas de chuva mais fortes e o cheiro de madeira molhada. Era quase uma cena de filme. Uma lágrima correu em meu rosto mais uma vez.Não precisava de mais nada, um gole acompanhado no resto do conhaque na garrafa, um leve sussurro no meu ouvido. Fechei os olhos. Acordei.

12 dezembro 2009

Inconstância

Ele entrou, eu parei
ele olhou, eu sorri
eu gelei, ele não
conversamos, olhamos,
parado no corredor.
Amy Winehouse.
Três voltas, parede de vidro,
Inconstante batimentos.
Vai vem, vai e fica, vem , vai embora.
Olhei de novo, tentei falar,
não consegui, respirei,
acelerei,sem coragem.
Saiu, voltou,
foi embora, fiquei sem.
Putz!

11 dezembro 2009

Café e bohemia

Sinto o cheiro do café e ainda posso sentir o gosto daquela tarde. Saí andando pelas ruas que costumava ir para organizar meus pensamentos, sempre, câmera nas mãos visão lá longe, os pensamentos vagando e confundindo cada vez mais minha cabeça.
As palavras dele haviam sumido há dias, como se não se importasse mais com tudo que eu havia dito, e a música que sempre ouvia quando queria me lembrar dele, dessa vez me feria muito mais do que eu imaginaria um dia.
Sentei no café da galeria, imaginando que ele podia estar alí. Sentei de frente a porta, olhando fixamente, tentando imaginar como seria se ele entrasse alí. Ele não entraria. O café que mais amargo descia pelo nó que havia em minha garganta parecia afundar-me em lágrimas ainda mais. Tentei segurar e não me contive, senti um risco quente sobre meu rosto, e logo um pingo formado sobre a mesa. No café , músicas sessentistas formavam trilha misturada com aquela frase, a ultima que ele havia dito. Parecia que toda saudade que ele demonstrou na ultima vez que nos falamos havia sido mentiras, como sempre mentiras, não entendi o porque daquela demora, mais de uma semana sem falar com ele. Ainda sentiria o gosto amargo daquele café por muitos dias, não o café, o amargo gosto de estar sozinha mais uma vez.

02 dezembro 2009

Falando de moda

Fuçando hoje pela google a palavra vintage, cheguei a um blog muito legal para quem gosta de estar sempre informado sobre a moda, e também adquirir acessórios exclusivos.
O blog intitulado de Liebemarlene tem o texto em inglês, o que para mim não facilita em nada já que não falo inglês, mas é bem fácil de navegar.


Além de tudo conta com uma lista bem variada de blogs que também falam sobre moda, lá você poderá ter acesso as tendências de roupas utilizadas no mundo , em cidades como Nova Iorque e Amsterdam.




O melhor é que cada click em um desses variados blogs sobre moda, uma nova lista de sites é fornecido.


E para quem acha que só vai encontrar dicas de moda feminina está enganado, também tem muito estilo e idéias para caras conservadores ou descolados.

E para aqueles que não se interessam por moda, vale a pena conferir as diversas fotos, belissimas por sinal. Para os fotógrafos de plantão fica a dica.


O link principal para acesso ao Liebemarlene se encontra no tópico CONHEÇA MAIS  e BIBLIOTECA DE PENSAMENTOS do meu blog MilGavetas.

demais links interessantes sobre esse site :

http://www.flickr.com/photos/liebemarlene/
http://www.liebemarlene.com/




Uma palavra de escritor para leitor.

Eu sempre gostei de escrever , contar coisas sobre a minha vida, por em letras historias que vem a minha cabeça, mas hoje eu pensei que deveria começar a escrever sobre coisas que gosto também. Unir o misto de minhas fotografias a textos, lembranças, com o dia a dia do que uso, gosto, escuto, visto, como, lugares onde vou. Sendo assim , tentarei passar da melhor maneira ( na minha visão) coisas boas, onde encontrar, como fazer e por ai vai.

Aos leitores que permanecem fieis as minhas escritas ,apenas uma nova opção de leitura, sem perder a originalidade da idéia inicial.

18 novembro 2009

Ela que tem sardas e ouve musicas estranhas,
compra vestidos baratos e mesmo assim é a mais bem vestida,
ela que não é ruiva nem loira, nasceu castanha por obra do destino.
Tem olhos de gata ladra,
fala fino quando nervosa,
ela canta numa nota só.
Faz comida de gente descente, que não devora o nosso próximo,
tem um gato que parece gente, cobre os olhos com as patinhas pra dormir.
Ela gosta do mesmo que eu, e mesmo assim do oposto,
gosta de pinups e discos antigos.
Ela já andou de skate, já tomou porre,
já se curou de amores mal amados
já reaprendeu a amar,
já disse adeus para coisas passadas, e abriu os braços para o futuro.
Ela ri, chora, usa óculos escuros pra disfarçar.
Ela que deveria ser a matriz de todas as Sheilas,
ela que sabe ser feliz,
olha pro fim desse texto; com lagrimas nos olhos?
Não sei, mas vê no fundo do coração o sorriso dessa irmã feliz.
ela é minha irmã.

Eu amo vc.

Texto por Paola Tereio. todos os direitos reservados.

11 novembro 2009

Tem dias que nada vem a cabeça, 
uma xícara de café,  tiro as teias dos dedos, 
digito algo que não tem sentido algum, penso, 
olho pela janela, vejo as gotas de chuva, novamente, garoa.
O calor passou, 
a roupa balança no varal e quase seca volta a umidecer. 
Sento, olho novamente pela janela.
O sol voltou, a roupa volta a secar.
Ao som de algumas palavras francesas,
um misto de instrumentos não reconheciveis, 
viajo na sala, rodopio de olhos fechados 
ergo os braços como se fosse me deixar carregar pelo som. 
Nostalgia.

12 outubro 2009


Voltado com os olhos fixos naquela paisagem de inicio de noite, fria noite. Tão feliz tinha sido aquele dia, os olhos dela não estavam mais fixos no dele, mas ele ainda sentia como se estivesse sendo observado.
Seu coração estava tão aquecido que nem sentia o vento gelado que lhe cortava o rosto, deixando suas bochechas claras, com um tom rosado.
Seus olhos azuis e seus cabelos pretos eram tudo que precisava para conquistar quem ele quisesse, menos ela, e ele não entendia o porque.
Volta e meia procurava encontra-la em meio aquela multidão lá em baixo em meio aos carros. Era difícil enxergar com aquela neblina na altura do 15º andar.
Havia se mudado há tão pouco tempo que confundia os dias em que podia olhar para o andar de baixo e ver aquele sorriso doce e os cabelos encaracolados esvoaçantes dela.
Gostava de sentir aquele perfume com cheiro de bala que subia sempre com o vento.
Saudades ele sentia. Naquela tarde havia encontrado ela, sorrindo como sempre. Ficou olhando a roda de amigos que a cercava, sorrindo com movimentos leves em sua cabeça como se seu charme não fosse suficiente para prender  a atenção de todos naquele bar. Não havia como não notar sua presença, desejar seu cheiro, e tocar na sua pele branca e luminosa. Ele não tinha ela nos braços, ainda, mas os olhos haviam se cruzado no momento em que a banda começara a tocar. Fixos um no outro, como se o tempo parasse e tudo ao redor estivesse andando devagar. Foi como se sentisse toca-la, como se estivesse ao seu lado.
A tarde havia chegado ao fim, voltando para casa pensava em quanto tempo havia ficado olhando para ela no andar debaixo, e que naquele dia ela finalmente o viu também.
Olhando ainda para fora, com milhares de pensamentos que se confundiam as luzes dos predios ao redor do seu, sentiu aquele frio que vinha de dentro e tomava-lhe o corpo, sentiu um perfume doce, conhecido, e um sorriso que lhe acompanhava os desejos mais secretos, exitou em acreditar. Intrigado com aquele som tão familiar desceu o mais rapido possivel a área da piscina do seu novo prédio. Uma roda de amigos conhecidos, e alguns estranhos por alí também, o violão tocava notas marcantes e  percebeu que eram os mesmos que haviam estado naquela tarde no bar. Logo passou por sua mente que alguém entre eles deveria morar alí, se aproximou devagar como se procurasse reconhecer algum rosto. Alguns apertos de mão e palavras de encontro quando um silêncio profundo novamente acompanhado daquele frio na barriga o pegou de surpresa. Ela, com seu sorriso unico e seus cabelos castanhos encaracolados alí, mas como era possivel? Apenas isso passava em sua cabeça naquele momento, era o inicio de uma noite única.


(continua)